O que nos habita: Um convite à escuta de si

 




O que nos habita: Um convite à escuta de si

Nem sempre sabemos dizer o que nos habita.

Seguimos a vida cumprindo tarefas, assumindo papéis, sustentando rotinas, como se fôssemos inteiros e coerentes o tempo todo. Mas basta um silêncio mais longo, um medo inesperado, uma reação exagerada ou um sintoma insistente para perceber: há algo em nós que escapa ao controle e à lógica.

Esse algo não surge do nada. Ele tem história.

Somos atravessados por afetos antigos, por experiências que não couberam em palavras, por marcas da infância que continuam operando na vida adulta. O medo que hoje paralisa, a angústia que retorna sem aviso, a repetição de escolhas que machucam, muitas vezes, são rastros de algo que não pôde ser elaborado lá atrás.

A transparência que não temos

A psicanálise nos ensina que o ser humano não é transparente para si mesmo. Nem sempre sabemos por que sentimos o que sentimos ou por que insistimos nos mesmos caminhos. O inconsciente não obedece à idade, ao diploma ou à força de vontade. Ele insiste; fala por meio dos sintomas, dos silêncios, dos excessos e das faltas.

Este espaço nasce como um lugar de escuta pela palavra escrita. Não para explicar demais, nem para oferecer respostas prontas, mas para nomear experiências humanas comuns:

  • O medo e a culpa;

  • A solidão e o desejo;

  • A dificuldade de se separar, de recomeçar ou de descansar de si mesmo.

Quando algo é nomeado, deixa de ser apenas peso ,pode se tornar reflexão.

O Convite

Talvez você se reconheça em alguns textos. Talvez algo incomode, toque ou provoque perguntas. Isso já é um movimento importante.

Pedir ajuda, falar do que dói ou simplesmente admitir que algo não vai bem não é sinal de fraqueza: é sinal de cuidado consigo.

“O que nos habita” é um convite. Um convite a olhar para dentro sem pressa, sem julgamento e sem a exigência de dar conta de tudo sozinho. Porque, muitas vezes, aquilo que mais nos governa é justamente o que nunca teve espaço para ser escutado.

Seja bem-vindo(a).

Eliane Prado – Psicóloga Clínica e Escritora 

Para conhecer um pouco mais sobre mim e minha formação em Psicologia e Neuropsicopedagogia, Clique aqui para conhecer minha trajetória."

Comentários

  1. "Fico muito feliz em abrir as portas deste blog com este texto. E para você que chegou até aqui... o que te habita hoje? Sinta-se à vontade para compartilhar seus sentimentos nos comentários."

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  2. Que ideia genial. Algumas memórias que não pediram licença, desejos que aprendemos a calar, medos. Habitam-nos vozes antigas como a infância, da família, de quem amou e foi embora , dos traumas deixados pelos nossos pais. Tantas coisas.

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    1. Que sensibilidade a sua em nomear essas vozes. É exatamente isso: carregamos multidões dentro de nós, e nem sempre essas vozes são nossas, mas acabam ditando o nosso ritmo. Dar espaço para que essas memórias e traumas possam ser ditos é o primeiro passo para que eles deixem de nos governar no silêncio. Obrigada por compartilhar um pouco do que te habita.

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  3. Parabéns pela iniciativa Eliane, abrir um espaço para reflexões importantíssimas sobre o processo de interiorização, um desafio para todos nós, com certeza.

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    1. "Quanta verdade no seu comentário! Somos feitos de todas essas histórias, encontros e ausências. É um prazer ter você por aqui para mergulharmos juntos nessas profundezas. Seja sempre bem-vindo(a) ao 'O Que Me Habita'!"

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