Infância Conectada: O que Estamos Perdendo Quando o Brinquedo Pensa por Elas
Infância Conectada: O que Estamos Perdendo Quando o Brinquedo Pensa por Elas As crianças de hoje crescem entre dois mundos: o real, feito de encontros, afetos e frustrações; e o digital, que promete estímulos infinitos, mas muitas vezes entrega solidão, consumo e passividade. Com a chegada de brinquedos “inteligentes”, assistentes virtuais e plataformas digitais, um novo tipo de infância está sendo moldado, uma infância conectada, sim, mas cada vez mais desconectada da experiência simbólica e do brincar livre. Brincar, para uma criança, nunca foi só passatempo. É como ela entende o mundo, elabora suas emoções e constrói sua identidade. Mas quando tudo já vem pronto, um brinquedo que responde, um jogo que dita as regras, um app que chama mais atenção que qualquer história contada, o espaço para imaginar, criar e até lidar com o tédio vai desaparecendo. Freud já dizia, lá em 1908, que o brincar é como a criança organiza seus desejos e angústias. É o seu jeito de dar sentid...