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Infância Conectada: O que Estamos Perdendo Quando o Brinquedo Pensa por Elas

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  Infância Conectada: O que Estamos Perdendo Quando o Brinquedo Pensa por Elas As crianças de hoje crescem entre dois mundos: o real, feito de encontros, afetos e frustrações; e o digital, que promete estímulos infinitos, mas muitas vezes entrega solidão, consumo e passividade. Com a chegada de brinquedos “inteligentes”, assistentes virtuais e plataformas digitais, um novo tipo de infância está sendo moldado, uma infância conectada, sim, mas cada vez mais desconectada da experiência simbólica e do brincar livre. Brincar, para uma criança, nunca foi só passatempo. É como ela entende o mundo, elabora suas emoções e constrói sua identidade. Mas quando tudo já vem pronto, um brinquedo que responde, um jogo que dita as regras, um app que chama mais atenção que qualquer história contada, o espaço para imaginar, criar e até lidar com o tédio vai desaparecendo. Freud já dizia, lá em 1908, que o brincar é como a criança organiza seus desejos e angústias. É o seu jeito de dar sentid...

O que nos habita — Quando o Medo Sussurra

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  O que nos habita — Quando o Medo Sussurra Todo mundo conhece alguns dos próprios medos. O medo de perder alguém, de falhar, de não ser amado. Mas existem outros que quase não sabemos explicar. Eles aparecem como um aperto no peito, um cansaço sem motivo, uma ansiedade que não sabemos de onde vem. Às vezes, surgem no silêncio da madrugada ou num sonho estranho que deixa a gente inquieto o dia inteiro. Há mais de 100 anos, Freud já chamava atenção para esse lado escondido da nossa vida: para ele, a parte de nós que “sabemos”, a consciência, é só a ponta do iceberg. Debaixo dela existe um mundo muito maior, cheio de lembranças, desejos, medos e conflitos que continuam vivos dentro da gente, mesmo quando não pensamos neles. Sabe esse medo que a gente carrega sem perceber? Freud percebeu que muitos dos nossos medos não são conscientes. Eles vêm de coisas que tentamos esquecer, ou que nunca entendemos direito. Ele chamou isso de “repressão”: quando empurramos algo para l...

O que nos habita: Um convite à escuta de si

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  O que nos habita: Um convite à escuta de si Nem sempre sabemos dizer o que nos habita. Seguimos a vida cumprindo tarefas, assumindo papéis, sustentando rotinas, como se fôssemos inteiros e coerentes o tempo todo. Mas basta um silêncio mais longo, um medo inesperado, uma reação exagerada ou um sintoma insistente para perceber: há algo em nós que escapa ao controle e à lógica. Esse algo não surge do nada. Ele tem história. Somos atravessados por afetos antigos, por experiências que não couberam em palavras, por marcas da infância que continuam operando na vida adulta. O medo que hoje paralisa, a angústia que retorna sem aviso, a repetição de escolhas que machucam, muitas vezes, são rastros de algo que não pôde ser elaborado lá atrás. A transparência que não temos A psicanálise nos ensina que o ser humano não é transparente para si mesmo. Nem sempre sabemos por que sentimos o que sentimos ou por que insistimos nos mesmos caminhos. O inconsciente não obedece à idade, ao diploma...